Templates da Lua

sobre Carolina

"Sei que há em toda circunstância alguma espécie de dádiva que o meu coração, tantas vezes míope, não consegue enxergar bem, de longe. O tempo, (…) aproxima as lições. (…) A minha vida reverencia essa sabedoria. Não sei nada, na maioria das vezes não entendo nada, mas eu tenho fé."

E a vida?

Fez um semestre de Design Gráfico, abandonou, agora vai prestar vestibular na UEMG e quem sabe não vira 'mineira'? Apaixonada por fotografia, gatos, porquinhos cor-de-rosa e por tudo aquilo que ainda não sabe, ou descobriu. Sua flecha sagitariana sempre está apontada para o Alto, em busca de Algo Maior.


diversos


MEMORIES



quarta-feira, 27 de julho de 2011

“Você deveria escrever cartas diárias.” Para quem? Pergunto, mas claro que a resposta não vem. OK. Eu devo escrever cartas diárias, ouviram? É minha nova terapia. Obviamente não vou estar mandando cartas para as pessoas, já que na verdade devo estar escrevendo as cartas para uma pessoa apenas, e assim ter uma linha lógica nas cartas – me deram a idéia de criar um email e mandar cartas para esse email, mas qual graça teria escrever cartas para mim? Tudo bem, eu vejo o sentido da coisa, porque eu não deveria lê-las novamente depois, apenas escreve-las, mas... Não.

Então eu vou tentar escrever as tais cartas diárias e publicar em um blog novo – um dia eu vou tentar lembrar quantos blogs já criei e abandonei. A lista deve ser grande.

Eu pensei em várias pessoas para quem poderia escrever cartas. Avó, irmã... Até meu Mentor, mas naaah... A ‘pessoa’ perfeita estava na minha frente, eu tinha acabado de ler a única coisa que tenho dela, então...

Surgiu o meu – mais novo, rá! – blog: 


Vai funcionar bem dessa maneira mesmo, cartas diárias contando – e principalmente cavando fundo onde há muita coisa soterrada, afinal é a idéia, HAHA – como andam as coisas da minha vida. 



Apenas respirando;

Sumi, não foi? As coisas não têm sido tão 'sutilmente simples' para mim, ultimamente. Vou sobreviver, é o novo mantra. Continuo com aquela crença de que a vida nos leva aonde devemos estar, empurra, faz você tropeçar... Mas te coloca lá, naquele lugar. Em 2011 sinto que dou dois passos pra frente e cinco para trás. Eu quero, quero muito algo e quando estou quase conseguindo... Ó, perdi. Não era pra ser, repito. Os meus eternos clichês morrerão comigo.

 

Acho interessante deixar registrado aqui – e torcer para que o blogger dure vidas – como estou nessa fase: Não estou. Ou talvez esteja, mas não sei dizer como estou. O que estou. Aonde estou. Se estou. Tem sido complicado, vai...

 

E tem essa questão do tempo... Chegamos em meados de 2011 e eu sinto – sinto mesmo – que já perdi o ano. É isso, 2011 'acabou' pra mim no quesito 'qualquer conquista nova' – e em qualquer área. É o que sinto, não posso mudar.

 

Amoroso? Estou cansada. Depois de anos, cansei.

Profissional? Concursos que me interessam tentam me levar para Brasília. Quero distância de Brasília, então terei que continuar com meu cargo público atual.

... Educacional? 8D Nhain, esse semestre não dá. OK: Não sinto a menor vontade. APATIA, teu nome é Carolina.

 

E até que não foi um ano tão ruim assim... Só que também não foi bom. Melhor: NÃO FOI. Nada. Nada. Hoje estou cheia de melodrama, viu? Abstraem, provavelmente semana que vem estarei feliz da vida. Inconstância, teu nome é Carolina.

 

Enfim: Vou sobreviver.

domingo, 17 de julho de 2011

Caio Fernando me entende.

Proibido (…) passear por sentimentos desesperados de cabeça para baixo, proibido emoções cálidas, angústias fúteis, fantasias mórbidas e memórias inúteis. 




quarta-feira, 8 de junho de 2011

Devaneios.


Bom, se por um longo tempo eu não me deixei 'sentir' nada, agora que me permito isso me deixa... devastada. HAHA É complicado. Enquanto você não admite que sente tal coisa, é como se aquilo não fizesse sentido e você não fosse atingida, né? Mas chega uma hora que você aprende que precisa lidar com os sentimentos e daí.. ferrou.

Então, ano passado eu lidei com todo o sentimento, mas com aquele mantra "preciso esquecer, não terei mais nenhuma chance..." "não terei mais nenhuma chance..." "não terei mais nenhuma chance..." /ad eternum

Mas esse ano... O Universo me deixou sentir o gostinho de PODER TER a chance.
Mas daí bate a insegurança: e se não der??!
Ou então: e se ter a chance e ainda assim não conseguir aproveitá-la?

Pffffff...
Não sei o que é pior: não ter a chance e pensar em como poderia ser.
Ou ter e não conseguir fazer valer a pena.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Penseira, Georgia

 "Se você pudesse voltar no tempo 10 anos, e se encontrar com seu 'eu-criança', o que diria?"

Eu tenho quinze anos. As pessoas olham para mim e não me vêem realmente, vêem o que está por fora, o que quero mostrar, o que quero que saibam, sintam, descubram. Somos todos assim, não é verdade? Ninguém poderá dizer que se mostra cem por cento para os outros, está na nossa essência nos preservarmos, nos guardarmos para si.

Então... Eu tenho quinze anos, voltando dez anos eu me encontraria sentada na calçada de minha casa, com os pés pendurados, pensando na vida. Eu tenho cinco anos e estou pensando na vida, eu não escondo minha verdadeira essência, ainda não aprendi que o Mundo não é fácil, ainda enxergo tudo com aqueles olhos otimistas que só crianças podem ter. Eu tenho só cinco anos e estou pensando na vida, você não entende? Tenho vontade de gritar para o Mundo que não deveria ter sido assim, ninguém viu o que acontecia com essa criança? Um suspiro. Um passo. Me aproximo.

Sento ao meu lado, e me encaro. O que vejo? A criança me olha e eu posso saber exatamente o que ela pensa, por que eu já fui ela, eu a entendo. Ela gosta do que vê, e isso me faz sorrir, mais ainda: tenho vontade de pegá-la no colo e protegê-la, quando ela pensa que gostaria de ser assim, quando crescesse. Ninguém fala nada, não é realmente necessário.

Voltando agora, eu penso que talvez devesse ter dito, mas não adiantaria, ainda não. Respirei fundo e me vi dois anos depois, agora eu já tinha sete. Olha, eu já tenho amigas e já aprendi a me esconder. Vêem? Sete anos e já não se vê mais a minha essência, já há reservas, fortalezas protegendo os sentimentos... Aprendi cedo, as pessoas só podem tocar a superfície.

Estamos em um ginásio de esportes, e eu sentada a vejo passar com mais duas crianças, viro para a pessoa ao meu lado e no exato instante que passo, digo – [b]Essa menina vai ser muito bonita quando crescer.[/b] – Nada modesto da minha parte, eu sei, mas sei também que lembrarei eternamente dessas palavras, eu sei que ela escutou por que virou para trás e me encarou, eu sorrio, ela sorri e continua seu caminho. Essa frase nada modesta vai ser servir como um apoio nos seus piores dias. Muito ainda está por vir.

Eu penso que isso deveria ser permitido, volta atrás... Não mudar fatos, história, mas poder voltar, se olhar... Se ajudar, entende? Com sete anos eu já sabia que vida social não era para mim e quatorze anos depois – oi, eu estou devaneando, posso ter um insight do futuro :-" -  minha mãe diria que o fato de eu ter sido criada afastada de outras crianças me deixara assim, 'reservada', segundo ela e eu vou pensar que não, não mãe, não foi a falta de convívio com outras crianças que me deixou assim... Foi justamente o convívio com elas.