Templates da Lua

sobre Carolina

"Sei que há em toda circunstância alguma espécie de dádiva que o meu coração, tantas vezes míope, não consegue enxergar bem, de longe. O tempo, aproxima as lições. A minha vida reverencia essa sabedoria. Não sei nada, na maioria das vezes não entendo nada... ... ... ... ... MAS EU TENHO FÉ."



diversos



MEMORIES


quarta-feira, 27 de julho de 2011

Apenas respirando;

Sumi, não foi? As coisas não têm sido tão 'sutilmente simples' para mim, ultimamente. Vou sobreviver, é o novo mantra. Continuo com aquela crença de que a vida nos leva aonde devemos estar, empurra, faz você tropeçar... Mas te coloca lá, naquele lugar. Em 2011 sinto que dou dois passos pra frente e cinco para trás. Eu quero, quero muito algo e quando estou quase conseguindo... Ó, perdi. Não era pra ser, repito. Os meus eternos clichês morrerão comigo.

Acho interessante deixar registrado aqui – e torcer para que o blogger dure vidas – como estou nessa fase: Não estou. Ou talvez esteja, mas não sei dizer como estou. O que estou. Aonde estou. Se estou. Tem sido complicado, vai...

E tem essa questão do tempo... Chegamos em meados de 2011 e eu sinto – sinto mesmo – que já perdi o ano. É isso, 2011 'acabou' pra mim no quesito 'qualquer conquista nova' – e em qualquer área. É o que sinto, não posso mudar.

Amoroso? Estou cansada. Depois de anos, cansei.
Profissional? Concursos que me interessam tentam me levar para Brasília. Quero distância de Brasília, então terei que continuar com meu cargo público atual.
... Educacional? 8D Nhain, esse semestre não dá. OK: Não sinto a menor vontade. APATIA, teu nome é Carolina.

E até que não foi um ano tão ruim assim... Só que também não foi bom. Melhor: NÃO FOI. Nada. Nada. Hoje estou cheia de melodrama, viu? Abstraem, provavelmente semana que vem estarei feliz da vida. Inconstância, teu nome é Carolina.

Enfim: Vou sobreviver.

domingo, 17 de julho de 2011

Caio Fernando me entende.

Proibido (…) passear por sentimentos desesperados de cabeça para baixo, proibido emoções cálidas, angústias fúteis, fantasias mórbidas e memórias inúteis. 




quarta-feira, 8 de junho de 2011

Devaneios.


Bom, se por um longo tempo eu não me deixei 'sentir' nada, agora que me permito isso me deixa... devastada. HAHA É complicado. Enquanto você não admite que sente tal coisa, é como se aquilo não fizesse sentido e você não fosse atingida, né? Mas chega uma hora que você aprende que precisa lidar com os sentimentos e daí.. ferrou.

Então, ano passado eu lidei com todo o sentimento, mas com aquele mantra "preciso esquecer, não terei mais nenhuma chance..." "não terei mais nenhuma chance..." "não terei mais nenhuma chance..." /ad eternum

Mas esse ano... O Universo me deixou sentir o gostinho de PODER TER a chance.
Mas daí bate a insegurança: e se não der??!
Ou então: e se ter a chance e ainda assim não conseguir aproveitá-la?

Pffffff...
Não sei o que é pior: não ter a chance e pensar em como poderia ser.
Ou ter e não conseguir fazer valer a pena.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Penseira, Georgia

 "Se você pudesse voltar no tempo 10 anos, e se encontrar com seu 'eu-criança', o que diria?"

Eu tenho quinze anos. As pessoas olham para mim e não me vêem realmente, vêem o que está por fora, o que quero mostrar, o que quero que saibam, sintam, descubram. Somos todos assim, não é verdade? Ninguém poderá dizer que se mostra cem por cento para os outros, está na nossa essência nos preservarmos, nos guardarmos para si.

Então... Eu tenho quinze anos, voltando dez anos eu me encontraria sentada na calçada de minha casa, com os pés pendurados, pensando na vida. Eu tenho cinco anos e estou pensando na vida, eu não escondo minha verdadeira essência, ainda não aprendi que o Mundo não é fácil, ainda enxergo tudo com aqueles olhos otimistas que só crianças podem ter. Eu tenho só cinco anos e estou pensando na vida, você não entende? Tenho vontade de gritar para o Mundo que não deveria ter sido assim, ninguém viu o que acontecia com essa criança? Um suspiro. Um passo. Me aproximo.

Sento ao meu lado, e me encaro. O que vejo? A criança me olha e eu posso saber exatamente o que ela pensa, por que eu já fui ela, eu a entendo. Ela gosta do que vê, e isso me faz sorrir, mais ainda: tenho vontade de pegá-la no colo e protegê-la, quando ela pensa que gostaria de ser assim, quando crescesse. Ninguém fala nada, não é realmente necessário.

Voltando agora, eu penso que talvez devesse ter dito, mas não adiantaria, ainda não. Respirei fundo e me vi dois anos depois, agora eu já tinha sete. Olha, eu já tenho amigas e já aprendi a me esconder. Vêem? Sete anos e já não se vê mais a minha essência, já há reservas, fortalezas protegendo os sentimentos... Aprendi cedo, as pessoas só podem tocar a superfície.

Estamos em um ginásio de esportes, e eu sentada a vejo passar com mais duas crianças, viro para a pessoa ao meu lado e no exato instante que passo, digo – [b]Essa menina vai ser muito bonita quando crescer.[/b] – Nada modesto da minha parte, eu sei, mas sei também que lembrarei eternamente dessas palavras, eu sei que ela escutou por que virou para trás e me encarou, eu sorrio, ela sorri e continua seu caminho. Essa frase nada modesta vai ser servir como um apoio nos seus piores dias. Muito ainda está por vir.

Eu penso que isso deveria ser permitido, volta atrás... Não mudar fatos, história, mas poder voltar, se olhar... Se ajudar, entende? Com sete anos eu já sabia que vida social não era para mim e quatorze anos depois – oi, eu estou devaneando, posso ter um insight do futuro :-" -  minha mãe diria que o fato de eu ter sido criada afastada de outras crianças me deixara assim, 'reservada', segundo ela e eu vou pensar que não, não mãe, não foi a falta de convívio com outras crianças que me deixou assim... Foi justamente o convívio com elas.

sábado, 23 de abril de 2011

you to just desert me


Experiências que se repetem. E repetem. E repetem. O que há para aprender nisso? Qual a lição que preciso tirar disso tudo? Por favor, que o Universo seja claro e me conte, porque eu não estou conseguindo enxergar por conta própria. Acho tão incrível que sempre que me encontro numa ótima fase algo acontece trazendo de volta aquilo que sempre dói. E sempre vai doer.

Porque não posso simplesmente viver em paz?
Estou tão cansada, meu Deus.

E me pego dizendo que serei forte e não vou cometer os mesmos erros pela trigésima terceira vez,  mas o tempo passa, estou ótima e quando vejo, olha só, o trigésimo quarto erro. E igual.  Sabe, estou perdendo uma peça importante do quebra-cabeça. Aquela única que preciso para entender todo o resto do jogo.  Mas então me canso e jogo todas as peças para o alto, e fico bem, fico muito bem enquanto elas estão assim bagunçadas, escondendo a lacuna que existe. Mas o tempo passa e não dá pra ficar parada. A vida não fica, o quebra-cabeça lentamente começa a se montar sozinho novamente e quando vejo estou diante daquele vazio. Eu não sei o que fazer quanto a isso tudo, sabe?

Se eu finjo que não existe, o Universo me leva exatamente ao ponto que parei. Se eu tento seguir em frente, ele me deixa apenas por alguns momentos, me deixa ser feliz até eu estar no mesmo ponto outra vez. E se eu encaro de frente... Eu me canso. Esse não é um jogo que posso montar sozinha, eu acho.
Não sei o que fazer, realmente não sei.